Entrou e ficou impressionado
Com essa porcaria aí do seu lado
Ela vai fazer sua vida completa
O homem de sucesso atinge sua meta
Tudo tão legal, de se admirar
Tudo alto astral
Acho que vou... vomitar!
Novos dogmas são planejados
Velhos anseios são adaptados
O tecnofascista mostra o caminho
"Siga a matilha ou vai morrer sozinho"
Tudo tão legal, de se admirar
Tudo alto astral
Acho que vou... vomitar!
Já temos tudo que não leva a nada
Temos inteligência pré-fabricada
Se sua vida estragar um dia
Pode trocar, que tá na garantia
(Camisa de Vênus
Eu gosto dessa música há um tempão. Acho que a letra fala muito a respeito da nossa sociedade moderna. Todo mundo fazendo tudo igual. O tal 'politicamente correto' policiando todo mundo. Ninguém mais pode dizer o que realmente pensa, tem que se vigiar o tempo todo para não ser criticado ou banido dos grupinhos. E tudo vem pasteurizado pra gente. Tudo pronto. E todo mundo quer as mesmas coisas.
Sempre gostei de ler e sempre tive vontade de escrever. Neste blog irei, na medida do possível, colocar minhas opniões sobre assuntos diversos, sobre minhas preferência e tudo o que eu achar pertinente. Espero que gostem, desgostem, concordem e discordem. E, se você chegou até aqui, obrigado pela visita.
domingo, 4 de julho de 2010
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Novos tempos, novos desafios e a morte da infância (PARTE II)
Sem papo de nostalgia, mas a minha infância foi melhor. Não tinha celular me vigiando, não tinha câmeras em todo lugar. A molecada hoje só brinca de video game. Quando sai pra uma atividade ao ar livre, isso ocorre em ambientes controlados.
Quando me dava vontade de bater bola, eu saia de casa em casa chamando os amigos, colocávamos pedras ou nossas próprias sandálias para marcar o gol e nisso ficávamos a tarde inteira. Hoje todo moleque tá na escolinha de futebol. Brincar na rua? Nem pensar, é perigoso.
Tenho muito medo das crianças de hoje se tornarem ingênuas demais. Normalmente, tudo o que querem elas têm. Não estão acostumadas com a palavra NÃO. Quando acontece, se faz de vítima e, na maioria da vezes, consegue o que quer.
Hoje se fala em bulling. Na escola todo mundo tinha apelido. Eu mesmo era o barriga, pança. Quando cortava o cabelo muito rente só me chamavam de careca. Eu ficava bravo, chegava a brigar na escola. Mas isso me ensinou que a vida não é feita só de coisas boas.
Se tinha um gordinho ele era a baleia assassina. Rolha de poço. Se alguém diz isso hoje para uma criança é levado ao juizado especial. Vamos proteger as criancinhas.... Que balela. O próprio tem que criar mecanismos de auto defesa. Nunca vi ninguém morrer por causa de apelido e pegação no pé. Mas hoje tudo causa trauma. Palmada em casa causa trauma. Porrada na rua? Vai tornar o menino um serial killer em potencial.
Deixemos as crianças viverem a vida. Vamos orientá-las, mas deixemos que engrossem a casca também. Senão teremos uma geração que só solta pipa no ventilador.
Quando me dava vontade de bater bola, eu saia de casa em casa chamando os amigos, colocávamos pedras ou nossas próprias sandálias para marcar o gol e nisso ficávamos a tarde inteira. Hoje todo moleque tá na escolinha de futebol. Brincar na rua? Nem pensar, é perigoso.
Tenho muito medo das crianças de hoje se tornarem ingênuas demais. Normalmente, tudo o que querem elas têm. Não estão acostumadas com a palavra NÃO. Quando acontece, se faz de vítima e, na maioria da vezes, consegue o que quer.
Hoje se fala em bulling. Na escola todo mundo tinha apelido. Eu mesmo era o barriga, pança. Quando cortava o cabelo muito rente só me chamavam de careca. Eu ficava bravo, chegava a brigar na escola. Mas isso me ensinou que a vida não é feita só de coisas boas.
Se tinha um gordinho ele era a baleia assassina. Rolha de poço. Se alguém diz isso hoje para uma criança é levado ao juizado especial. Vamos proteger as criancinhas.... Que balela. O próprio tem que criar mecanismos de auto defesa. Nunca vi ninguém morrer por causa de apelido e pegação no pé. Mas hoje tudo causa trauma. Palmada em casa causa trauma. Porrada na rua? Vai tornar o menino um serial killer em potencial.
Deixemos as crianças viverem a vida. Vamos orientá-las, mas deixemos que engrossem a casca também. Senão teremos uma geração que só solta pipa no ventilador.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Novos tempos, novos desafios e a morte da infância (PARTE I)
Não sou e nem tenho a menor pretensão de me tornar um especialista em educação infantil. As únicas experiências que tenho com crianças, já que ainda não tive o prazer de ser pai, é a minha própria infância e a convivência com um sobrinho que mora comigo há alguns anos e que, mesmo antes disso, já era bastante próximo. E todo o conhecimento empírico que cada um de nós vai acumulando ao longo da vida, afinal, sempre gostei de crianças. Pois bem, voltemos ao tema. Acho que estão matando a infância, encurtando-a, tornando mais chata e limitando-a até os 5 ou 6 anos de idade. A partir daí...
O que é infância na minha concepção? É tempo de brincar, não se preocupar com nada, aprontar, pintar o 7 o 8 o 9... É tempo de fazer birra, de brincar na terra, correr descalço. Tempo de grupinhos separados de meninas e meninos, normalmente com os meninos implicando com as meninas. É tempo de não se preocupar se o sol tá quente ou se tá frio demais para usar determinado tipo de roupa, andar de cueca no meio da rua, fazer os próprios brinquedos. É tempo de cair, chorar, correr e cair de novo, mas sempre se levantando em seguida.
A infância também é tempo de aprender. Aprender a conviver em grupo, a se defender, interagir com outros da mesma idade, idades diferentes, gostos diferentes, classes e cores diferentes. Aprender, principalmente, a superar desafios, receber nãos, tomar "porrada" da vida, se safar das adversidades.
Outro dia, assistindo a um jornal televisivo aparecem duas senhoras, uma contra e outra a favor, de um projeto em tramitação no congresso sobre colocar câmeras de vídeo em instituições educacionais para crianças de até 6 anos de idade. Que absurdo. Como é que um menino, sabendo que está sendo monitorado full time vai agir com naturalidade? A desculpa é que isso é bom para a segurança, protege os alunos de professores psicopatas e de outros alunos também psicopatas. Só pode ser isso. Como é que, vigiado, um aluno vai colocar tinta na cadeira da professora?
Com 6, 7 anos os garotos de hoje já tão entupidos de atividades, tanto que não sobra tempo para serem o que são: crianças. É balé, natação, futebol, ginástica, computação, inglês, francês, espanhol... Ufa. Até eu cansei só de pensar. Tá certo que hoje não existe mais a figura da mâe que é exclusivamente dedicada ao lar. Tá certo que é uma correria do caramba e nem dá pra deixar a molecada na rua. Mas, daí a ocupar todo o tempo da criatura com atividades, digamos, responsáveis já é demais. E o tempo para fazer tudo aquilo que eu citei?
O que é infância na minha concepção? É tempo de brincar, não se preocupar com nada, aprontar, pintar o 7 o 8 o 9... É tempo de fazer birra, de brincar na terra, correr descalço. Tempo de grupinhos separados de meninas e meninos, normalmente com os meninos implicando com as meninas. É tempo de não se preocupar se o sol tá quente ou se tá frio demais para usar determinado tipo de roupa, andar de cueca no meio da rua, fazer os próprios brinquedos. É tempo de cair, chorar, correr e cair de novo, mas sempre se levantando em seguida.
A infância também é tempo de aprender. Aprender a conviver em grupo, a se defender, interagir com outros da mesma idade, idades diferentes, gostos diferentes, classes e cores diferentes. Aprender, principalmente, a superar desafios, receber nãos, tomar "porrada" da vida, se safar das adversidades.
Outro dia, assistindo a um jornal televisivo aparecem duas senhoras, uma contra e outra a favor, de um projeto em tramitação no congresso sobre colocar câmeras de vídeo em instituições educacionais para crianças de até 6 anos de idade. Que absurdo. Como é que um menino, sabendo que está sendo monitorado full time vai agir com naturalidade? A desculpa é que isso é bom para a segurança, protege os alunos de professores psicopatas e de outros alunos também psicopatas. Só pode ser isso. Como é que, vigiado, um aluno vai colocar tinta na cadeira da professora?
Com 6, 7 anos os garotos de hoje já tão entupidos de atividades, tanto que não sobra tempo para serem o que são: crianças. É balé, natação, futebol, ginástica, computação, inglês, francês, espanhol... Ufa. Até eu cansei só de pensar. Tá certo que hoje não existe mais a figura da mâe que é exclusivamente dedicada ao lar. Tá certo que é uma correria do caramba e nem dá pra deixar a molecada na rua. Mas, daí a ocupar todo o tempo da criatura com atividades, digamos, responsáveis já é demais. E o tempo para fazer tudo aquilo que eu citei?
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Mariana foi pro mar
Musicão. Letra legal e uma montagem bacana que vi no youtube.
http://www.youtube.com/watch?v=jLHYQeZQxns
http://www.youtube.com/watch?v=jLHYQeZQxns
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Os modismos de linguagem e o politicamente correto
O cliente liga no call center de uma empresa de informática para solucionar um problema no seu computador:
TI - Alô, sou TI da empresa Tal & Tal e estou com dificuldades para resolver um problema.
CC - Sr, acesse o prompt do MS-DOS e abra a pasta X.
TI - Como faço isso?
CC – Mas o sr não é o TI?
Essas siglas divulgadas na imprensa e utilizadas pela grande maioria como símbolo de status me dá asco. O camarada mal aprende ligar o computador, não dá nem pra ser chamado de usuário e já se autodenomina TI.
Assim que comecei a acessar o Orkut tinha um monte de perfil em que a pessoa se definia como CEO. Como eu não conhecia a tal sigla imaginei que se referisse a garota de programa porque a maioria das vezes aparecia em perfis femininos. Mas agora... Ninguém mais é executivo da empresa, é CEO. Não existe mais o diretor financeiro é CFO.
O que me intriga é que em grande parte das vezes os que adotam tal “cargo” nem sabem conjugar o verbo “to be”! Mas ta na moda, é isso que importa.
O mesmo acontece com as expressões politicamente corretas. Não existe mais negro ou, cúmulo da absurdo, preto. Qualquer cidadão mais moreninho é um afro-brasileiro. Ninguém mais é aleijado, ninguém mais é doido, veado, sapatão. São especiais, homossexuais.
É mais ou menos como os tais direitos humanos. Só aparecem direitos humanos quando acontece algo com algum bandido. O pai de família que se dane. Depois reclamam que tem muito vagabundo. A própria sociedade os incentiva.
Massacre dos Carajás. Um monte de sem terra armados de pedras, facões, enxadas e não sei mais o que, partindo para cima dos policiais. Se você estivesse do lado da policia iria esperar alguém arrancar o seu pescoço com um facão ou estraçalhar seu crânio com uma pedrada? Acho que não, até mesmo por causa do instinto de sobrevivência. Não é que eu seja a favor da violência, mas, vamos pensar de maneira racional e deixar o romantismo de lado. Foram os mesmos sem terra que devastaram uma belíssima plantação de laranjas há pouco tempo.
Qual é? Quanta hipocrisia. Mas, numa sociedade onde para se destacar basta rebolar seminua ou passar 40 dias trancado sem fazer nada, não é de admirar.
TI - Alô, sou TI da empresa Tal & Tal e estou com dificuldades para resolver um problema.
CC - Sr, acesse o prompt do MS-DOS e abra a pasta X.
TI - Como faço isso?
CC – Mas o sr não é o TI?
Essas siglas divulgadas na imprensa e utilizadas pela grande maioria como símbolo de status me dá asco. O camarada mal aprende ligar o computador, não dá nem pra ser chamado de usuário e já se autodenomina TI.
Assim que comecei a acessar o Orkut tinha um monte de perfil em que a pessoa se definia como CEO. Como eu não conhecia a tal sigla imaginei que se referisse a garota de programa porque a maioria das vezes aparecia em perfis femininos. Mas agora... Ninguém mais é executivo da empresa, é CEO. Não existe mais o diretor financeiro é CFO.
O que me intriga é que em grande parte das vezes os que adotam tal “cargo” nem sabem conjugar o verbo “to be”! Mas ta na moda, é isso que importa.
O mesmo acontece com as expressões politicamente corretas. Não existe mais negro ou, cúmulo da absurdo, preto. Qualquer cidadão mais moreninho é um afro-brasileiro. Ninguém mais é aleijado, ninguém mais é doido, veado, sapatão. São especiais, homossexuais.
É mais ou menos como os tais direitos humanos. Só aparecem direitos humanos quando acontece algo com algum bandido. O pai de família que se dane. Depois reclamam que tem muito vagabundo. A própria sociedade os incentiva.
Massacre dos Carajás. Um monte de sem terra armados de pedras, facões, enxadas e não sei mais o que, partindo para cima dos policiais. Se você estivesse do lado da policia iria esperar alguém arrancar o seu pescoço com um facão ou estraçalhar seu crânio com uma pedrada? Acho que não, até mesmo por causa do instinto de sobrevivência. Não é que eu seja a favor da violência, mas, vamos pensar de maneira racional e deixar o romantismo de lado. Foram os mesmos sem terra que devastaram uma belíssima plantação de laranjas há pouco tempo.
Qual é? Quanta hipocrisia. Mas, numa sociedade onde para se destacar basta rebolar seminua ou passar 40 dias trancado sem fazer nada, não é de admirar.
domingo, 16 de maio de 2010
Difícil fugir do assunto
Estamos próximos da Copa do Mundo de futebol e, como tudo na mídia escrita e televisiva, é difícil fugir do assunto da "moda". Mas, nesse caso específico eu que gosto de futebol até que não me incomodo muito. E o papo dos últimos dias é um só: a convocação do selecionado brasileiro para a copa. Uma constatação fica bem óbvia log de cara - a seleção brasileira não tem a cara do povo brasileiro. E não digo isso por causa das gritantes diferenças entre o valor do salário mínimo e o menor salário dos jogadores não, digo porque está sem graça torcer pela seleção. Vou me explicar melhor.
Não estou dizendo que quero a derrota do Brasil na copa. De jeito nenhum. A gente sempre torce pelo Brasil, seja no futebol, no tênis, no judô. Até nos esportes mais esquisitos lá estamos torcendo. Mas o futebol tinha algo diferente. Ainda tem um pouco, é verdade, mas perdeu muito da magia. E isso tem uma explicação. Quantos jogadores convocados atuam no Brasil? Quase 0. E o que tem isso a ver? Na minha humilde opinião tem tudo a ver com a falta de graça em torcer pelo nosso escrete. Em 94 o momento em que mais vibrei foi naquele golaço do Branco contra a Holanda. E isso porque além de adimirar o cara há algum tempo, ele que se projetou no meu Fluminense estava defendendo novamente o Tricolor no período do mundial.
E é por isso. Além de torcer pelo Brasil, antigamente torcíamos prlos jogadores do nosso time. Acompanhávamos os jogos desses jogadores em todos os fins de semana. Sabíamos mais a respeito de cada um. Tem gente aí na seleção que eu nem lembro de ver jogar no Brasil por algum clube. Dá pra ter alguma identificação com um cara desses? Só o fato de ter nascido no mesmo país. Muito pouco.
Espero que um dia nossos clubes tenham condições de manter os bons jogadores no país para que a própria Seleção Canarinho se torne mais atrativa para o torcedor.
Não estou dizendo que quero a derrota do Brasil na copa. De jeito nenhum. A gente sempre torce pelo Brasil, seja no futebol, no tênis, no judô. Até nos esportes mais esquisitos lá estamos torcendo. Mas o futebol tinha algo diferente. Ainda tem um pouco, é verdade, mas perdeu muito da magia. E isso tem uma explicação. Quantos jogadores convocados atuam no Brasil? Quase 0. E o que tem isso a ver? Na minha humilde opinião tem tudo a ver com a falta de graça em torcer pelo nosso escrete. Em 94 o momento em que mais vibrei foi naquele golaço do Branco contra a Holanda. E isso porque além de adimirar o cara há algum tempo, ele que se projetou no meu Fluminense estava defendendo novamente o Tricolor no período do mundial.
E é por isso. Além de torcer pelo Brasil, antigamente torcíamos prlos jogadores do nosso time. Acompanhávamos os jogos desses jogadores em todos os fins de semana. Sabíamos mais a respeito de cada um. Tem gente aí na seleção que eu nem lembro de ver jogar no Brasil por algum clube. Dá pra ter alguma identificação com um cara desses? Só o fato de ter nascido no mesmo país. Muito pouco.
Espero que um dia nossos clubes tenham condições de manter os bons jogadores no país para que a própria Seleção Canarinho se torne mais atrativa para o torcedor.
domingo, 2 de maio de 2010
Adolescência
Engraçado né. Todo mundo se sente incompreendido em algum momento da vida.
Ninguém me entende, ninguém me ama, ninguém me quer. Principalmente na fase da adolescência. Eu às vezes penso que prolonguei a minha um pouco além da conta. Muitas vezes me pego, ainda hoje, pensando ou agindo como um eterno incompreendido. Imagino que muita gente deve ser assim. A minha geração, nascida na primeira metade da década de 70, tem um certo sentimento de que legal eram os anos 60. Sexo, drogas e rock and roll. Quer dizer, fomos incompreendidos logo de cara por Deus. Porque não nasci antes.
Pegamos a fase mais branda da ditadura, mas ainda pegamos. Mas bom mesmo devia ter sido estudante universitário na época de chumbo, se filiar ao PC. Insanamente, até fica um certo rancor por não ter apanhado da polícia política da época.
Viver Woodstock então. Poxa, ficar uma semana na chuva, rolando na lama pelado como um maluco cheio de LSD na cabeça. Loucura. Ouvindo Hendrix ao vivo. Caraca.
Ainda hoje tenho idéias revolucionárias. Se bem que essa última parte eu acho legal. Estou com 36 anos mas me sinto jóvem. Acho a molecada de hoje meio que um saco, sem ideologia, sem causas, sem um inimigo visível a combater. Por hoje cansei. Depois volto e falo mais um pouco.
Ninguém me entende, ninguém me ama, ninguém me quer. Principalmente na fase da adolescência. Eu às vezes penso que prolonguei a minha um pouco além da conta. Muitas vezes me pego, ainda hoje, pensando ou agindo como um eterno incompreendido. Imagino que muita gente deve ser assim. A minha geração, nascida na primeira metade da década de 70, tem um certo sentimento de que legal eram os anos 60. Sexo, drogas e rock and roll. Quer dizer, fomos incompreendidos logo de cara por Deus. Porque não nasci antes.
Pegamos a fase mais branda da ditadura, mas ainda pegamos. Mas bom mesmo devia ter sido estudante universitário na época de chumbo, se filiar ao PC. Insanamente, até fica um certo rancor por não ter apanhado da polícia política da época.
Viver Woodstock então. Poxa, ficar uma semana na chuva, rolando na lama pelado como um maluco cheio de LSD na cabeça. Loucura. Ouvindo Hendrix ao vivo. Caraca.
Ainda hoje tenho idéias revolucionárias. Se bem que essa última parte eu acho legal. Estou com 36 anos mas me sinto jóvem. Acho a molecada de hoje meio que um saco, sem ideologia, sem causas, sem um inimigo visível a combater. Por hoje cansei. Depois volto e falo mais um pouco.
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