sexta-feira, 28 de maio de 2010

Os modismos de linguagem e o politicamente correto

O cliente liga no call center de uma empresa de informática para solucionar um problema no seu computador:

TI - Alô, sou TI da empresa Tal & Tal e estou com dificuldades para resolver um problema.

CC - Sr, acesse o prompt do MS-DOS e abra a pasta X.

TI - Como faço isso?

CC – Mas o sr não é o TI?

Essas siglas divulgadas na imprensa e utilizadas pela grande maioria como símbolo de status me dá asco. O camarada mal aprende ligar o computador, não dá nem pra ser chamado de usuário e já se autodenomina TI.

Assim que comecei a acessar o Orkut tinha um monte de perfil em que a pessoa se definia como CEO. Como eu não conhecia a tal sigla imaginei que se referisse a garota de programa porque a maioria das vezes aparecia em perfis femininos. Mas agora... Ninguém mais é executivo da empresa, é CEO. Não existe mais o diretor financeiro é CFO.

O que me intriga é que em grande parte das vezes os que adotam tal “cargo” nem sabem conjugar o verbo “to be”! Mas ta na moda, é isso que importa.

O mesmo acontece com as expressões politicamente corretas. Não existe mais negro ou, cúmulo da absurdo, preto. Qualquer cidadão mais moreninho é um afro-brasileiro. Ninguém mais é aleijado, ninguém mais é doido, veado, sapatão. São especiais, homossexuais.

É mais ou menos como os tais direitos humanos. Só aparecem direitos humanos quando acontece algo com algum bandido. O pai de família que se dane. Depois reclamam que tem muito vagabundo. A própria sociedade os incentiva.

Massacre dos Carajás. Um monte de sem terra armados de pedras, facões, enxadas e não sei mais o que, partindo para cima dos policiais. Se você estivesse do lado da policia iria esperar alguém arrancar o seu pescoço com um facão ou estraçalhar seu crânio com uma pedrada? Acho que não, até mesmo por causa do instinto de sobrevivência. Não é que eu seja a favor da violência, mas, vamos pensar de maneira racional e deixar o romantismo de lado. Foram os mesmos sem terra que devastaram uma belíssima plantação de laranjas há pouco tempo.

Qual é? Quanta hipocrisia. Mas, numa sociedade onde para se destacar basta rebolar seminua ou passar 40 dias trancado sem fazer nada, não é de admirar.

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