Sem papo de nostalgia, mas a minha infância foi melhor. Não tinha celular me vigiando, não tinha câmeras em todo lugar. A molecada hoje só brinca de video game. Quando sai pra uma atividade ao ar livre, isso ocorre em ambientes controlados.
Quando me dava vontade de bater bola, eu saia de casa em casa chamando os amigos, colocávamos pedras ou nossas próprias sandálias para marcar o gol e nisso ficávamos a tarde inteira. Hoje todo moleque tá na escolinha de futebol. Brincar na rua? Nem pensar, é perigoso.
Tenho muito medo das crianças de hoje se tornarem ingênuas demais. Normalmente, tudo o que querem elas têm. Não estão acostumadas com a palavra NÃO. Quando acontece, se faz de vítima e, na maioria da vezes, consegue o que quer.
Hoje se fala em bulling. Na escola todo mundo tinha apelido. Eu mesmo era o barriga, pança. Quando cortava o cabelo muito rente só me chamavam de careca. Eu ficava bravo, chegava a brigar na escola. Mas isso me ensinou que a vida não é feita só de coisas boas.
Se tinha um gordinho ele era a baleia assassina. Rolha de poço. Se alguém diz isso hoje para uma criança é levado ao juizado especial. Vamos proteger as criancinhas.... Que balela. O próprio tem que criar mecanismos de auto defesa. Nunca vi ninguém morrer por causa de apelido e pegação no pé. Mas hoje tudo causa trauma. Palmada em casa causa trauma. Porrada na rua? Vai tornar o menino um serial killer em potencial.
Deixemos as crianças viverem a vida. Vamos orientá-las, mas deixemos que engrossem a casca também. Senão teremos uma geração que só solta pipa no ventilador.
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